Procuradoria cobra R$ 390 milhões de empresas e pessoas físicas que excederam limite permitido no Código Eleitoral
Representações no TRE têm como alvo as campanhas de 2006; cerca de mil empresas e 1.500 pessoas teriam feito doação além do permitido
A Procuradoria Regional Eleitoral de São Paulo, órgão do Ministério Público Federal, protocolou 2.500 representações no TRE (Tribunal Regional Eleitoral) paulista para cobrar cerca de R$ 390 milhões em multas de empresas e pessoas que financiaram candidatos e comitês eleitorais no ano de 2006.
A devassa é inédita em uma eleição no país. A Procuradoria acusa os doadores de terem excedido o limite de valores de contribuições fixado pelo Código Eleitoral -2% do faturamento bruto do ano anterior à eleição, no caso de pessoas jurídicas, e 10% dos rendimentos brutos, para as pessoas físicas.
As representações, elaboradas pelo procurador regional eleitoral Luiz Carlos Gonçalves, pedem que os acusados sejam condenados ao pagamento de multa dez vezes maior que as quantias que extrapolaram o limite e sejam proibidos de contratar com o poder público pelo prazo de cinco anos.
A Folha teve acesso aos nomes de todos os representados na Justiça Eleitoral de São Paulo. São cerca de 1.500 pessoas físicas e mil empresas. A Procuradoria afirma que as contribuições além do limite ultrapassaram R$ 39 milhões. Ainda há 850 casos sob investigação no órgão.
Na lista dos dez doadores que mais excederam o teto estão nove empresas e a AIB (Associação Imobiliária Brasileira), associação ligada ao Secovi-SP que integra a lista do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) de suspeitos de financiamento ilegal de campanha.
Esse grupo é composto pelo Banco Mercantil de São Paulo, incorporado pelo Bradesco no final de 2006, duas empresas ligadas ao grupo Safra, a Embraer, a Heber Participações, holding controladora do Grupo Bertin, e a VR3 Participações, titular de participação acionária no grupo Carlos Lyra.
A pessoa jurídica que encabeça essa lista doou R$ 6,2 milhões além do limite, e poderá receber multa de R$ 62 milhões, segundo a Procuradoria. O órgão não informou a ordem das empresas no ranking de doadoras para não violar os seus sigilos fiscais.
Os candidatos beneficiados por doações sob suspeita incluem senadores, deputados federais e campanhas presidenciais, tanto a vitoriosa, da reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), quanto a de Geraldo Alckmin (PSDB-SP).
O comitê financeiro de Lula recebeu, em 2006, R$ 500 mil da empresa de táxi aéreo Interavia, que pertence ao grupo Votorantim, e mais R$ 400 mil da empreiteira Consulvix. A Folha localizou uma entidade de classe, o CNC (Conselho Nacional do Café), que intermediou R$ 286 mil para campanhas de deputados federais.
Segundo o procurador Gonçalves, também serão verificadas suspeitas de doações feitas por empresas-fantasma. "Em alguns casos, encontramos empresas que não operam regularmente no ambiente econômico. Há indícios de que elas são de fachada, constituídas para fazer doações de quem não quer aparecer ou quem está proibido a doar", disse.
Há situações em que até os candidatos poderão ser punidos, afirmou o procurador. "As doações com indícios de ilicitude mais grave podem repercutir para os candidatos. Se houver elementos de que um candidato conhecia a impossibilidade de o doador contribuir, até os os eleitos podem ser responsabilizados por captação ou gastos ilícitos de recursos".
Cruzamento de dados
Os nomes dos doadores foram obtidos a partir de um trabalho conjunto do TSE e da Receita Federal, originado de um ofício enviado, em 2006, pelo então presidente do tribunal, Marco Aurélio de Mello. Na atual gestão na presidência do TSE, Carlos Ayres Britto enviou novo ofício à Receita para adoção do mesmo procedimento sobre o pleito de 2008.
Segundo o TSE, o cruzamento vinha sendo realizado pelo tribunal desde 2001, mas só ganhou corpo a partir de 2006, quando foi criada uma espécie de cadastro nacional de doadores, que possibilitou identificar as doações feitas pela mesma pessoa ou empresa a vários candidatos, de diferentes Estados e cargos em disputa.
"A medida objetiva verificar o cumprimento da lei e possibilitar a eventual aplicação de multa eleitoral aos infratores. A multa varia de 5 a 10 vezes o valor extrapolante do limite da doação. A pessoa jurídica também pode ficar proibida de participar de licitações públicas e de celebrar contratos com o poder público por cinco anos", afirmou, por e-mail, o presidente do TSE, Carlos Ayres de Britto.
segunda-feira, 13 de julho de 2009
sábado, 11 de julho de 2009
Guerra de facções para tomar o controle do Senado
Em São Paulo a facção criminosa dona do pedaço é uma somente, o PCC, porque o seu arqui-rival o CRBC ja não comanda mais nada. Criado e alimentado dentro do sistema prisional e debaixo do nariz dos seguidos governos demo-tucanos.
No Rio de Janeiro existem 3 facções: o Comando Vermelho, o Terceiro Comando, e a ADA (Amigos dos Amigos).
O Comando Vermelho surgiu como o PCC, ainda na época do regime militar, quando concentraram criminosos perigosos no extinto presídio da Ilha Grande, com o nome de Falange Vermelha.
O Comando Vermelho deteve o monopólio do narcotráfico durante uns tempos, como o PCC em São Paulo faz hoje, depois surgiram dissidências dentro da própria facção dando origem às outras.
As 3 facções do Rio de Janeiro travam guerras entre si, para tomar "bocas de fumo" das outras, como se toma território.
Há poucos anos atrás, a Polícia do Rio de Janeiro, durante um período, fez forte repressão de forma seletiva, apenas nas "bocas" do tráfico do Comando Vermelho.
Nos jornais saía a notícia de que a polícia estava debelando o tráfico, mostrando apreensão de drogas, armas, contabilizando mortos e presos. Desta forma o governo de plantão (se não me engano aconteceu no governo Garotinho) saciava a opinião pública preocupada com a criminalidade e violência.
Mas a realidade parecia ser bem outra.
A polícia quando fazia incursões nos pontos do Comando Vermelho, não ocupava a área permanentemente. Debelava aquele grupo armado de traficantes naquele local, "limpando a área". Quando a polícia saía, imediatamente travava-se uma nova ocupação por outra facção rival para tomar aquele ponto, que estava sem "dono".
Quem se beneficiava eram as facções rivais do Comando Vermelho, pois este estava mais enfraquecido pela própria ação policial, frente aos rivais, que eram poupados pela polícia.
Desta forma, a criminalidade naquela área não era erradicada coisa nenhuma. Apenas mudava de mãos.
A estranha "coincidência" de fazer incursões continuadas apenas contra o Comando Vermelho, despertou a suspeita de que segmentos da própria polícia estaria sendo subornada pelas outras facções.
O quadro no Senado hoje é muito semelhante ao das facções acima. Em vez de facções criminosas do narcotráfico, são as facções políticas oligárquicas.
O PMDB não tem o monopólio das práticas políticas corrompidas do Brasil arcaico, escoradas no uso do dinheiro público do Senado para proveito político e econômico próprio. Por mais que Sarney tenha contas a ajustar com seu passado na justiça, o grupo maior responsável pelas práticas corrompidas no Senado encontra-se na facção do DEMos.
Não é possível falar mal do Senado apenas demonizando Sarney, sem chamar à responsabilidade Efraim Moraes (DEMos/PB).
Se Sarney esteve ligado à Edemar Cid Ferreira, Heráclito Fortes foi umbilicalmente ligado à Daniel Dantas. O PSDB também tem seu enorme quinhão de responsabilidade. Arthur Virgílio é de uma oligarquia política do Amazonas, e tomou empréstimo com o próprio Agaciel Maia. Cícero Lucena é oligarca da Paraíba, Flexa Ribeiro representa o equivalente à FIESP do Pará. José Agripino Maia é o Sarney do Rio Grande do Norte. ACM Jr é o herdeiro de ACM. Tasso Jeireissati também é filho de Senador, oligarca do Ceará. Perillo não é novidade política, é herdeiro político de Henrique Santillo. O iFHC gasta 10 vezes mais para fazer o que a Fundação Sarney gasta para fazer trabalho semelhante, e o iFHC ainda tem contas no Fundo Opportunity de Daniel Dantas.
Todos da facção demo-tucana tem seus escândalos acorbertados à exaustão, pois são os atuais "amigos" da imprensa, como Sarney já foi no passado. Tanto que os escândalos de Sarney, retirados da gaveta pela imprensa, retroagem ao passado.
Os senadores do PT estão pagando uma conta que não é sua. Não fazem parte de nenhuma facção, mas também não tem número para desalojar as demais facções, sem que, ao combater uma, enfraqueça a outra.
Por isso os senadores do PT não tem escolha a não ser atacar o sistema de fazer política oligárquico que leva à existência destas facções no Senado como um todo, sem aceitar a fulanização.
Deixem a fulanização para o Ministério Público, onde cada um, inclusive Senadores, respondem por seus atos.
É preciso lembrar que diversos senadores da oposição já respondem processos e denúncias do MP: Marconi Perillo, Eduardo Azeredo, e tantos outros.
Ao personalizarem os problemas do Senado na eleição interna passada de Tião Viana contra Sarney, perdem oportunidade de marcarem posição correta e fazerem a diferença, forçando reformas moralizadoras. E reformas independente de ocupar cargos de direção do Senado, porque um senador ou bancada pode apresentar individualmente projeto e cobrar da oposição apóio da oposição. Caso não apoiem, denunciem à exaustão a falta de apoio. A blogosfera se encarrega de fazer correr a notícia que a imprensa golpista tentará esconder.
Por outro lado não podem simplesmente entregar a presidência do Senado para a facção demo-tucana, porque, neste caso o PT cometerá dois erros. Apenas trocará de mãos os atuais problemas do Senado sem corrigí-los, e a oposição, que já controla a mídia, controlará a agenda de escândalos do Senado abafando suas mazelas e amplificando as tapiocas dos petistas, e ameaçando os peemedebistas para atraí-los. Esse conjunto da obra dará à oposição a capacidade de paralisar o governo do PT (de Lula).
Perdem espaço também os Senadores do PT ao não fazerem o discurso Político de combate à todas as práticas oligarcas e a todos os oligarcas, sobretudo os piores que estão na oposição, quando se submeteram à pauta escolhida pela imprensa, demonizando apenas um nome.
A imprensa quando ataca única e exclusivamente Sarney pelas mazelas do Senado, como se seu simples licenciamento da presidência do Senado restabelecesse a moralidade da casa, está fazendo o papel que a polícia corrupta do Rio de Janeiro fez em determinado momento.
Está "limpando a área" para outra facção igual ou pior ocupar o lugar, e dane-se o povo e o interesse público.
A imprensa enfraquece o PMDB para fortalecer a oposição, e por tabela, quer desgastar o PT ao associá-lo ao PMDB. Daí que o PT precisa contra-atacar a oposição, colando as mazelas que a imprensa denuncia apenas contra o PMDB aos demais responsáveis por elas: o DEMos e o PSDB.
O que o interesse público quer é a faxina ampla e geral do Senado. Ninguém ficará satisfeito (a não ser a oposição) com o mero afastamento de Sarney para outro oligarca político demo-tucano lidar com a corrupção do jeito que sempre fizeram: jogar um perfuminho por cima da sujeira, para encobrir o mau cheiro do Senado, sob amplo aplauso cínico da imprensa, como se a moralidade estivesse restabelecida.
Como ninguém acredita que os Senadores terão a grandeza de dissolverem essa legislatura, renunciando coletivamente (do senador ao último suplente) para convocar novas eleições, como acontece no parlamentarismo quando há crises, o melhor que se pode fazer é exigir o mesmo rigor que está se exigindo de Sarney, dos demais membros da facção rival.
No Rio de Janeiro existem 3 facções: o Comando Vermelho, o Terceiro Comando, e a ADA (Amigos dos Amigos).
O Comando Vermelho surgiu como o PCC, ainda na época do regime militar, quando concentraram criminosos perigosos no extinto presídio da Ilha Grande, com o nome de Falange Vermelha.
O Comando Vermelho deteve o monopólio do narcotráfico durante uns tempos, como o PCC em São Paulo faz hoje, depois surgiram dissidências dentro da própria facção dando origem às outras.
As 3 facções do Rio de Janeiro travam guerras entre si, para tomar "bocas de fumo" das outras, como se toma território.
Há poucos anos atrás, a Polícia do Rio de Janeiro, durante um período, fez forte repressão de forma seletiva, apenas nas "bocas" do tráfico do Comando Vermelho.
Nos jornais saía a notícia de que a polícia estava debelando o tráfico, mostrando apreensão de drogas, armas, contabilizando mortos e presos. Desta forma o governo de plantão (se não me engano aconteceu no governo Garotinho) saciava a opinião pública preocupada com a criminalidade e violência.
Mas a realidade parecia ser bem outra.
A polícia quando fazia incursões nos pontos do Comando Vermelho, não ocupava a área permanentemente. Debelava aquele grupo armado de traficantes naquele local, "limpando a área". Quando a polícia saía, imediatamente travava-se uma nova ocupação por outra facção rival para tomar aquele ponto, que estava sem "dono".
Quem se beneficiava eram as facções rivais do Comando Vermelho, pois este estava mais enfraquecido pela própria ação policial, frente aos rivais, que eram poupados pela polícia.
Desta forma, a criminalidade naquela área não era erradicada coisa nenhuma. Apenas mudava de mãos.
A estranha "coincidência" de fazer incursões continuadas apenas contra o Comando Vermelho, despertou a suspeita de que segmentos da própria polícia estaria sendo subornada pelas outras facções.
O quadro no Senado hoje é muito semelhante ao das facções acima. Em vez de facções criminosas do narcotráfico, são as facções políticas oligárquicas.
O PMDB não tem o monopólio das práticas políticas corrompidas do Brasil arcaico, escoradas no uso do dinheiro público do Senado para proveito político e econômico próprio. Por mais que Sarney tenha contas a ajustar com seu passado na justiça, o grupo maior responsável pelas práticas corrompidas no Senado encontra-se na facção do DEMos.
Não é possível falar mal do Senado apenas demonizando Sarney, sem chamar à responsabilidade Efraim Moraes (DEMos/PB).
Se Sarney esteve ligado à Edemar Cid Ferreira, Heráclito Fortes foi umbilicalmente ligado à Daniel Dantas. O PSDB também tem seu enorme quinhão de responsabilidade. Arthur Virgílio é de uma oligarquia política do Amazonas, e tomou empréstimo com o próprio Agaciel Maia. Cícero Lucena é oligarca da Paraíba, Flexa Ribeiro representa o equivalente à FIESP do Pará. José Agripino Maia é o Sarney do Rio Grande do Norte. ACM Jr é o herdeiro de ACM. Tasso Jeireissati também é filho de Senador, oligarca do Ceará. Perillo não é novidade política, é herdeiro político de Henrique Santillo. O iFHC gasta 10 vezes mais para fazer o que a Fundação Sarney gasta para fazer trabalho semelhante, e o iFHC ainda tem contas no Fundo Opportunity de Daniel Dantas.
Todos da facção demo-tucana tem seus escândalos acorbertados à exaustão, pois são os atuais "amigos" da imprensa, como Sarney já foi no passado. Tanto que os escândalos de Sarney, retirados da gaveta pela imprensa, retroagem ao passado.
Os senadores do PT estão pagando uma conta que não é sua. Não fazem parte de nenhuma facção, mas também não tem número para desalojar as demais facções, sem que, ao combater uma, enfraqueça a outra.
Por isso os senadores do PT não tem escolha a não ser atacar o sistema de fazer política oligárquico que leva à existência destas facções no Senado como um todo, sem aceitar a fulanização.
Deixem a fulanização para o Ministério Público, onde cada um, inclusive Senadores, respondem por seus atos.
É preciso lembrar que diversos senadores da oposição já respondem processos e denúncias do MP: Marconi Perillo, Eduardo Azeredo, e tantos outros.
Ao personalizarem os problemas do Senado na eleição interna passada de Tião Viana contra Sarney, perdem oportunidade de marcarem posição correta e fazerem a diferença, forçando reformas moralizadoras. E reformas independente de ocupar cargos de direção do Senado, porque um senador ou bancada pode apresentar individualmente projeto e cobrar da oposição apóio da oposição. Caso não apoiem, denunciem à exaustão a falta de apoio. A blogosfera se encarrega de fazer correr a notícia que a imprensa golpista tentará esconder.
Por outro lado não podem simplesmente entregar a presidência do Senado para a facção demo-tucana, porque, neste caso o PT cometerá dois erros. Apenas trocará de mãos os atuais problemas do Senado sem corrigí-los, e a oposição, que já controla a mídia, controlará a agenda de escândalos do Senado abafando suas mazelas e amplificando as tapiocas dos petistas, e ameaçando os peemedebistas para atraí-los. Esse conjunto da obra dará à oposição a capacidade de paralisar o governo do PT (de Lula).
Perdem espaço também os Senadores do PT ao não fazerem o discurso Político de combate à todas as práticas oligarcas e a todos os oligarcas, sobretudo os piores que estão na oposição, quando se submeteram à pauta escolhida pela imprensa, demonizando apenas um nome.
A imprensa quando ataca única e exclusivamente Sarney pelas mazelas do Senado, como se seu simples licenciamento da presidência do Senado restabelecesse a moralidade da casa, está fazendo o papel que a polícia corrupta do Rio de Janeiro fez em determinado momento.
Está "limpando a área" para outra facção igual ou pior ocupar o lugar, e dane-se o povo e o interesse público.
A imprensa enfraquece o PMDB para fortalecer a oposição, e por tabela, quer desgastar o PT ao associá-lo ao PMDB. Daí que o PT precisa contra-atacar a oposição, colando as mazelas que a imprensa denuncia apenas contra o PMDB aos demais responsáveis por elas: o DEMos e o PSDB.
O que o interesse público quer é a faxina ampla e geral do Senado. Ninguém ficará satisfeito (a não ser a oposição) com o mero afastamento de Sarney para outro oligarca político demo-tucano lidar com a corrupção do jeito que sempre fizeram: jogar um perfuminho por cima da sujeira, para encobrir o mau cheiro do Senado, sob amplo aplauso cínico da imprensa, como se a moralidade estivesse restabelecida.
Como ninguém acredita que os Senadores terão a grandeza de dissolverem essa legislatura, renunciando coletivamente (do senador ao último suplente) para convocar novas eleições, como acontece no parlamentarismo quando há crises, o melhor que se pode fazer é exigir o mesmo rigor que está se exigindo de Sarney, dos demais membros da facção rival.
sexta-feira, 3 de julho de 2009
Nova pane prejudica usuários do Speedy
Telefônica admite problemas em acesso à internet, mas não revela quantos dos 2,6 milhões de clientes foram afetados
Relatos apontam que a falha começou por volta das 13h e atingiu várias regiões do Estado; empresa nega queda total do serviço
DA REPORTAGEM LOCAL
O Speedy, serviço da Telefônica de acesso à internet em banda larga, voltou a apresentar problemas na tarde de ontem. Até a conclusão desta edição, a empresa não havia informado a extensão da nova pane.
Informou, porém, que no começo da noite haviam cessado as reclamações por parte dos clientes. Relatos de usuários apontam que a falha começou por volta das 13h e atingiu várias regiões do Estado, onde há 2,6 milhões de clientes.
A Telefônica disse ter detectado uma "instabilidade em parte da infraestrutura da rede que dá suporte ao acesso à internet", o que "pode ter provocado dificuldade de navegação para grupos de usuários".
A empresa afirmou, no entanto, que a falha não era similar às anteriores, quando houve queda total do funcionamento do serviço.
ProibiçãoBR> Desde a semana passada, a Telefônica está proibida pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) de comercializar novos pacotes de acesso à internet em razão de uma série de problemas ocorridos desde o ano passado.
Na sexta-feira, a direção da empresa apresentou à Anatel um plano de investimento de aproximadamente R$ 70 milhões para tentar melhorar o produto oferecido ao usuário e, com isso, suspender o veto à comercialização do serviço. Esse pacote ainda está sendo analisado, de acordo com a agência reguladora.
A Anatel também comunicou ter sido informada do novo problema em São Paulo, mas alegou que não podia dizer qual era a extensão da falha.
Equipes do órgão regulador estavam apurando o ocorrido, de acordo com a agência, e não havia prazo para essa investigação ser concluída e divulgada ao público.
Sem multa
Também ontem o procurador Márcio Schusterschitz da Silva Araújo, do Ministério Público Federal (Consumidor e Ordem Econômica) de São Paulo, encaminhou à Telefônica a recomendação de não cobrar multa por quebra de cláusula de fidelidade aos clientes que que queiram cancelar o Speedy.
A Telefônica informou não ter recebido oficialmente o documento, mas disse que irá responder aos questionamentos do Ministério Público dentro prazo estabelecido (dez dias) e que estava "trabalhando intensamente" para melhorar o produto oferecido "aos seus 2,6 milhões de clientes do Speedy".
COMENTARIO
Que moral a Telefônica possuie para cobra a quebra de contrato, visto que ela (Telefônica), é quem quebrou o contrato reiteradamente.
domingo, 28 de junho de 2009
Folha de São Paulo: Desculpe-me, mas Erramos
Dilma contrata laudos que negam autenticidade de ficha
Imagem ilustrava reportagem da Folha; peritos não se basearam no jornal impresso
Professores compararam imagens reproduzidas pela internet com papéis do Arquivo Público; Folha reconheceu que ficha chegou por e-mail
DA REPORTAGEM LOCAL
A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, encaminhou à Folha dois laudos técnicos, por ela custeados, que apontaram "manipulações tipográficas" e "fabricação digital" em uma ficha reproduzida pela Folha na edição do último dia 5 de abril.
A ficha contém dados e foto de Dilma e lista ações armadas feitas por organizações de esquerda nas quais a ministra militou nos anos 60. Dilma nega ter participado dessas ações. A imagem foi publicada pela Folha com a seguinte legenda: "Ficha de Dilma após ser presa com crimes atribuídos a ela, mas que ela não cometeu".
O laudo produzido pelos professores do Instituto de Computação da Unicamp (Universidade de Campinas) Siome Klein Goldenstein e Anderson Rocha concluiu: "O objeto deste laudo foi digitalmente fabricado, assim como as demais imagens aqui consideradas. A foto foi recortada e colada de uma outra fonte, o texto foi posteriormente adicionado digitalmente e é improvável que qualquer objeto tenha sido escaneado no Arquivo Público de São Paulo antes das manipulações digitais".
O laudo produzido pelo perito Antonio Nuno de Castro Santa Rosa da Finatec (Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos), ligada à UnB (Universidade de Brasília), chega às mesmas conclusões.
A ministra anexou o laudo da Unicamp em carta ao ombudsman da Folha. "Diante da prova técnica da falsidade do documento, solicito providências no sentido de que seja prestada informação clara e precisa acerca da "ficha" fraudulenta, nas mesmas condições editoriais de publicação da matéria por meio da qual ela foi amplamente divulgada, em 5 de abril de 2009", escreveu Dilma.
Em reportagem publicada no dia 25 de abril, intitulada "Autenticidade de ficha de Dilma não é provada", a Folha reconheceu ter cometido dois erros na reportagem original. O primeiro foi afirmar, na Primeira Página, que a origem da ficha era "o arquivo [do] Dops". Na verdade, o jornal recebera a imagem por e-mail. O segundo foi tratar como verdadeira uma ficha cuja autenticidade não podia ser assegurada, bem como não podia ser descartada.
O jornal também publicou um Erramos com os mesmos esclarecimentos. A ministra se disse insatisfeita, questionou a nova reportagem e decidiu contratar um parecer técnico.
Para a análise, os professores descartaram a imagem da ficha reproduzida pela Folha em sua edição impressa. Captaram na internet cinco imagens "com conteúdo similar ao utilizado pelo jornal Folha de S.Paulo". Dentre elas, escolheram como "objeto do laudo" a imagem divulgada no blog do jornalista Luiz Carlos Azenha, que reproduz artigos que criticam o jornal e questionam a autenticidade da ficha.
Para os peritos, a imagem do blog era a que tinha "a maior riqueza de detalhes". Goldenstein disse à Folha que "todas as imagens são de uma mesma família" e que a qualidade da imagem publicada pelo jornal não é boa o suficiente para "análise nenhuma".
Os professores compararam a imagem com documentos reais que supostamente teriam alguma semelhança (papel, caracteres) com a ficha questionada. Trata-se de cópias de fichas de presos pela ditadura, hoje abrigadas no Arquivo Público paulista. Escolheram as produzidas entre 1967 e 1969.
Contudo, no Erramos e na reportagem publicados no final de abril, a Folha havia explicado que a origem da ficha não era o Arquivo Público. A imagem não é datada -relaciona eventos ocorridos entre 1967 e 1969, mas pode ter sido produzida em data posterior.
Para concluir que a fotografia foi "recortada e colada", os professores compararam a foto de Dilma com fotos que encontraram no mesmo arquivo. A ficha questionada não informa que a foto de Dilma foi obtida naquele arquivo.
Sobre a impressão digital contida na ficha, os peritos apontaram não ser possível nenhuma conclusão, devido à baixa qualidade da imagem.
Crimes negados
Ouvido pela Folha na última quinta-feira, Goldenstein disse que não leu o blog do jornalista em que captou a imagem analisada e tampouco a reportagem original da Folha. "Não estou criticando o que a Folha fez. Vou ser bem sincero, eu nem li a reportagem original da Folha. Não cabe a mim julgar absolutamente nada. Meu papel é analisar essas imagens digitais que estão circulando na internet. O que a ministra me pediu: "É possível verificar, é possível um laudo sobre a autenticidade/origem da imagem? É possível dizer se vieram ou não do Arquivo Público?"."
Doutor em ciência da computação pela Universidade de Pennsylvania (EUA), ele diz que foi o primeiro laudo externo que produziu em sua carreira. A ficha questionada era uma das imagens que ilustrava a reportagem original cujo título foi: "Grupo de Dilma planejou sequestro de Delfim Netto".
Na carta à Folha, Dilma escreveu: "Reitero que jamais fui investigada, denunciada ou processada pelos atos mencionados nesse documento falso e de procedência inidônea, ao qual não se pode emprestar nenhuma credibilidade".
A Folha tem procurado checar a autenticidade da ficha. Foram contatados três peritos de larga experiência na análise de documentos e um especialista em imagens digitais.
Todos disseram que teriam dificuldades em emitir um laudo, pois necessitavam do original da ficha, que nunca esteve em poder da reportagem. Disseram que a análise de uma imagem contida num e-mail não seria suficiente para identificar uma eventual fraude
Imagem ilustrava reportagem da Folha; peritos não se basearam no jornal impresso
Professores compararam imagens reproduzidas pela internet com papéis do Arquivo Público; Folha reconheceu que ficha chegou por e-mail
DA REPORTAGEM LOCAL
A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, encaminhou à Folha dois laudos técnicos, por ela custeados, que apontaram "manipulações tipográficas" e "fabricação digital" em uma ficha reproduzida pela Folha na edição do último dia 5 de abril.
A ficha contém dados e foto de Dilma e lista ações armadas feitas por organizações de esquerda nas quais a ministra militou nos anos 60. Dilma nega ter participado dessas ações. A imagem foi publicada pela Folha com a seguinte legenda: "Ficha de Dilma após ser presa com crimes atribuídos a ela, mas que ela não cometeu".
O laudo produzido pelos professores do Instituto de Computação da Unicamp (Universidade de Campinas) Siome Klein Goldenstein e Anderson Rocha concluiu: "O objeto deste laudo foi digitalmente fabricado, assim como as demais imagens aqui consideradas. A foto foi recortada e colada de uma outra fonte, o texto foi posteriormente adicionado digitalmente e é improvável que qualquer objeto tenha sido escaneado no Arquivo Público de São Paulo antes das manipulações digitais".
O laudo produzido pelo perito Antonio Nuno de Castro Santa Rosa da Finatec (Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos), ligada à UnB (Universidade de Brasília), chega às mesmas conclusões.
A ministra anexou o laudo da Unicamp em carta ao ombudsman da Folha. "Diante da prova técnica da falsidade do documento, solicito providências no sentido de que seja prestada informação clara e precisa acerca da "ficha" fraudulenta, nas mesmas condições editoriais de publicação da matéria por meio da qual ela foi amplamente divulgada, em 5 de abril de 2009", escreveu Dilma.
Em reportagem publicada no dia 25 de abril, intitulada "Autenticidade de ficha de Dilma não é provada", a Folha reconheceu ter cometido dois erros na reportagem original. O primeiro foi afirmar, na Primeira Página, que a origem da ficha era "o arquivo [do] Dops". Na verdade, o jornal recebera a imagem por e-mail. O segundo foi tratar como verdadeira uma ficha cuja autenticidade não podia ser assegurada, bem como não podia ser descartada.
O jornal também publicou um Erramos com os mesmos esclarecimentos. A ministra se disse insatisfeita, questionou a nova reportagem e decidiu contratar um parecer técnico.
Para a análise, os professores descartaram a imagem da ficha reproduzida pela Folha em sua edição impressa. Captaram na internet cinco imagens "com conteúdo similar ao utilizado pelo jornal Folha de S.Paulo". Dentre elas, escolheram como "objeto do laudo" a imagem divulgada no blog do jornalista Luiz Carlos Azenha, que reproduz artigos que criticam o jornal e questionam a autenticidade da ficha.
Para os peritos, a imagem do blog era a que tinha "a maior riqueza de detalhes". Goldenstein disse à Folha que "todas as imagens são de uma mesma família" e que a qualidade da imagem publicada pelo jornal não é boa o suficiente para "análise nenhuma".
Os professores compararam a imagem com documentos reais que supostamente teriam alguma semelhança (papel, caracteres) com a ficha questionada. Trata-se de cópias de fichas de presos pela ditadura, hoje abrigadas no Arquivo Público paulista. Escolheram as produzidas entre 1967 e 1969.
Contudo, no Erramos e na reportagem publicados no final de abril, a Folha havia explicado que a origem da ficha não era o Arquivo Público. A imagem não é datada -relaciona eventos ocorridos entre 1967 e 1969, mas pode ter sido produzida em data posterior.
Para concluir que a fotografia foi "recortada e colada", os professores compararam a foto de Dilma com fotos que encontraram no mesmo arquivo. A ficha questionada não informa que a foto de Dilma foi obtida naquele arquivo.
Sobre a impressão digital contida na ficha, os peritos apontaram não ser possível nenhuma conclusão, devido à baixa qualidade da imagem.
Crimes negados
Ouvido pela Folha na última quinta-feira, Goldenstein disse que não leu o blog do jornalista em que captou a imagem analisada e tampouco a reportagem original da Folha. "Não estou criticando o que a Folha fez. Vou ser bem sincero, eu nem li a reportagem original da Folha. Não cabe a mim julgar absolutamente nada. Meu papel é analisar essas imagens digitais que estão circulando na internet. O que a ministra me pediu: "É possível verificar, é possível um laudo sobre a autenticidade/origem da imagem? É possível dizer se vieram ou não do Arquivo Público?"."
Doutor em ciência da computação pela Universidade de Pennsylvania (EUA), ele diz que foi o primeiro laudo externo que produziu em sua carreira. A ficha questionada era uma das imagens que ilustrava a reportagem original cujo título foi: "Grupo de Dilma planejou sequestro de Delfim Netto".
Na carta à Folha, Dilma escreveu: "Reitero que jamais fui investigada, denunciada ou processada pelos atos mencionados nesse documento falso e de procedência inidônea, ao qual não se pode emprestar nenhuma credibilidade".
A Folha tem procurado checar a autenticidade da ficha. Foram contatados três peritos de larga experiência na análise de documentos e um especialista em imagens digitais.
Todos disseram que teriam dificuldades em emitir um laudo, pois necessitavam do original da ficha, que nunca esteve em poder da reportagem. Disseram que a análise de uma imagem contida num e-mail não seria suficiente para identificar uma eventual fraude
quinta-feira, 18 de junho de 2009
Serra analisa adoção da medida no Estado
O governo de São Paulo avalia seguir o exemplo da prefeitura e divulgar os vencimentos de servidores públicos estaduais, desde que extensiva a todos os Poderes.
A intenção do governo José Serra (PSDB) é exibir os salários pagos por Judiciário, Legislativo, Ministério Público e universidades. Além disso, avalia-se que não compensaria divulgar a folha de pagamentos sem o registro das gratificações incorporadas aos salários.
A lista serviria como instrumento na queda-de-braço que o governo trava com os sindicatos no Estado. Hoje, a Secretaria de Gestão disponibiliza, via internet, o salário inicial de todas as carreiras do funcionalismo público e os vencimentos da área governamental.
Segundo uma nota divulgada ontem pela assessoria de imprensa, o governo paulista apoia "qualquer iniciativa que dê maior transparência aos gastos públicos".
"Em relação à divulgação da lista de cargos e salários de todos os servidores estaduais, informamos que o governo de SP vai estudar a adoção da medida", conclui a nota.
O governo já consultou a Procuradoria Geral do Estado, que desaconselhou a medida por temer eventuais ações judiciais por parte dos servidores. Diante disso, o governo decidiu esperar a reação dos servidores municipais à decisão da prefeitura para ver o que fazer.
No município, aliados do prefeito Gilberto Kassab (DEM) afirmam que -além de ser um "belo exemplo"- a divulgação de gastos funciona como medida preventiva.
"Agora, [o servidor] não tem como falar o que reivindica sem esclarecer quanto recebe. Também saberemos as carreiras que têm de ser valorizadas", disse o secretário dos Transportes, Alexandre Moraes.
Outro argumento é que, ao abrir os dados, a prefeitura toma a dianteira no combate a desvios e funcionários fantasmas. Qualquer descoberta será graças à prefeitura, avalia um interlocutor de Kassab.
A criação do portal consumiu quatro meses antes do anúncio oficial, na terça-feira. Além de Moraes e do prefeito, três secretários se dedicaram a implantar o sistema: Rodrigo Garcia (Gestão), Cláudio Lembo (Negócios Jurídicos) e Walter Aluisio Rodrigues (Finanças).
Uma demonstração da transferência do núcleo do poder na gestão Kassab, a operação exigiu discrição para evitar pressão dos prestadores de serviço e dos servidores.
Deixando clara a disposição de capitalizar politicamente a medida, Lembo disse que, num momento de crise no Senado, o país "está precisando de uma escalada de transparência".
COMENTARIO DO BLOG
Transparência? Sei... São Paulo e o Brasil agradecem. Pois se o governador Serra seguir o exemplo da prefeitura, isto é, divulgar o os vencimentos, salário dos de servidores públicos estaduais: Seria de fato ótimo, pois a população paulista ficará sabendo quanto ganha mau um policial, um professor, um motorista , enfim, quem de fato vai agradecer será os próprios servidores, Daí a não tem como negar aumento para esta categoria tão sofrida.
A intenção do governo José Serra (PSDB) é exibir os salários pagos por Judiciário, Legislativo, Ministério Público e universidades. Além disso, avalia-se que não compensaria divulgar a folha de pagamentos sem o registro das gratificações incorporadas aos salários.
A lista serviria como instrumento na queda-de-braço que o governo trava com os sindicatos no Estado. Hoje, a Secretaria de Gestão disponibiliza, via internet, o salário inicial de todas as carreiras do funcionalismo público e os vencimentos da área governamental.
Segundo uma nota divulgada ontem pela assessoria de imprensa, o governo paulista apoia "qualquer iniciativa que dê maior transparência aos gastos públicos".
"Em relação à divulgação da lista de cargos e salários de todos os servidores estaduais, informamos que o governo de SP vai estudar a adoção da medida", conclui a nota.
O governo já consultou a Procuradoria Geral do Estado, que desaconselhou a medida por temer eventuais ações judiciais por parte dos servidores. Diante disso, o governo decidiu esperar a reação dos servidores municipais à decisão da prefeitura para ver o que fazer.
No município, aliados do prefeito Gilberto Kassab (DEM) afirmam que -além de ser um "belo exemplo"- a divulgação de gastos funciona como medida preventiva.
"Agora, [o servidor] não tem como falar o que reivindica sem esclarecer quanto recebe. Também saberemos as carreiras que têm de ser valorizadas", disse o secretário dos Transportes, Alexandre Moraes.
Outro argumento é que, ao abrir os dados, a prefeitura toma a dianteira no combate a desvios e funcionários fantasmas. Qualquer descoberta será graças à prefeitura, avalia um interlocutor de Kassab.
A criação do portal consumiu quatro meses antes do anúncio oficial, na terça-feira. Além de Moraes e do prefeito, três secretários se dedicaram a implantar o sistema: Rodrigo Garcia (Gestão), Cláudio Lembo (Negócios Jurídicos) e Walter Aluisio Rodrigues (Finanças).
Uma demonstração da transferência do núcleo do poder na gestão Kassab, a operação exigiu discrição para evitar pressão dos prestadores de serviço e dos servidores.
Deixando clara a disposição de capitalizar politicamente a medida, Lembo disse que, num momento de crise no Senado, o país "está precisando de uma escalada de transparência".
COMENTARIO DO BLOG
Transparência? Sei... São Paulo e o Brasil agradecem. Pois se o governador Serra seguir o exemplo da prefeitura, isto é, divulgar o os vencimentos, salário dos de servidores públicos estaduais: Seria de fato ótimo, pois a população paulista ficará sabendo quanto ganha mau um policial, um professor, um motorista , enfim, quem de fato vai agradecer será os próprios servidores, Daí a não tem como negar aumento para esta categoria tão sofrida.
terça-feira, 9 de junho de 2009
O PIG não suporta o Lula.
Comentário 1
O colunista da Folha de São Paulo Igor Gielow, diz que tem a cara do governo Lula a nova diretiva de comunicação da Petrobras em tempos de guerra. E diz ainda: A imprensa é pintada como o diabo, como de resto crê mesmo o governo. Puxa Igor Gielow.
Por que será que a Imprensa não quer que a Petrobras publique perguntas feitas por jornalista a companhia? Por que tanto tanta falta de transparência?
Comentário 2
O PIG não suporta o governo Lula, mas agora não suportará mais ainda, com entrada na Internet permite o acesso a uma fonte inesgotável de informação atualizada, ficará mais difícil emitir opiniões sem a consulta dos leitores. A Folha de São Paulo (PIG, Revistas, Jornais, TV e Radio, no dizer do jornalista Paulo Henrique Amorim) com certeza, não está nada gostando da Petrobras pelo fato da companhia inaugura um blog no qual faz comentários, isto é, editoriais sobre reportagens que lhe dizem respeito. Já faz muito tempo que está em curso um processo de "desconstrução" do presidente Lula da Silva, que se iniciou com o chamado Mensalão e avança até os dias de hoje.
Na verdade, imprensa vem fazendo denúncias sobre corrupção envolvendo a direção do Partido dos Trabalhadores há alguns anos, tomando o lugar da oposição. Encontra partida, a popularidade do Presidente só aumenta junto à população mais pobre. Daí fica a impressão de que a imprensa se orienta por premissas pré-existentes, mais do que pelos fatos. Enfim, fica a impressão é que o fato de as notícias sobre corrupção no governo não serem suficientes para demolir a reputação do presidente é sintoma de que estamos todos mergulhados em absoluto cinismo.
IGOR GIELOW
A transparência dos brucutus
BRASÍLIA - Tem a cara do governo Lula a nova diretiva de comunicação da Petrobras em tempos de guerra, aliás, CPI. A empresa inaugurou um blog no qual faz comentários, digamos assim, editoriais sobre reportagens que lhe dizem respeito. Mas não é só isso.
Questionamentos de jornalistas são publicados com as respostas que o Oráculo de Macaé achar adequadas. A Petrobras alega que isso é uma inovadora política de transparência de informações públicas.
Cascata. O objetivo é tentar esvaziar a bola das denúncias que inevitavelmente chegarão a seu balcão, contrainformação pura. Há uma quebra de contrato ao divulgar as informações de que os jornalistas dispõem, não raramente peças de quebra-cabeça ainda em formação.
Pior, se publicadas apressadamente, erros podem ser cometidos. O blog alega ridiculamente que não divulga mensagens dos jornalistas, mas "apenas" seu conteúdo. Ah, tá.
Com isso, a Petrobras acha que vai desestimular as apurações -isso para não falar em ética jogada ao ralo. Além de brucutu, a teoria é burra: tudo o que a empresa ganhará em troca será mais ânimo investigativo da imprensa, além da já mencionada chance de ser vítima de erros.
A leitura (http://petrobrasfatosedados.wordpress.com) é reveladora. Abundam comentários laudatórios -deve ser a tal transparência em ação. A imprensa é pintada como o diabo, como de resto crê mesmo o governo. Isso é um daqueles ranços que não tem "Carta ao Povo Brasileiro" que apague do coração dos petistas que aparelharam a empresa e o Planalto.
O dirigismo é primário. Notas do "Painel" desta Folha sobre a estratégia da empresa para a CPI são criticadas; informações da mesma seção sobre o que os tucanos estão aprontando são destacadas. Alguém no Oráculo, ou na Secretaria de Comunicação Social, deve considerar isso exemplo de isenção.
O colunista da Folha de São Paulo Igor Gielow, diz que tem a cara do governo Lula a nova diretiva de comunicação da Petrobras em tempos de guerra. E diz ainda: A imprensa é pintada como o diabo, como de resto crê mesmo o governo. Puxa Igor Gielow.
Por que será que a Imprensa não quer que a Petrobras publique perguntas feitas por jornalista a companhia? Por que tanto tanta falta de transparência?
Comentário 2
O PIG não suporta o governo Lula, mas agora não suportará mais ainda, com entrada na Internet permite o acesso a uma fonte inesgotável de informação atualizada, ficará mais difícil emitir opiniões sem a consulta dos leitores. A Folha de São Paulo (PIG, Revistas, Jornais, TV e Radio, no dizer do jornalista Paulo Henrique Amorim) com certeza, não está nada gostando da Petrobras pelo fato da companhia inaugura um blog no qual faz comentários, isto é, editoriais sobre reportagens que lhe dizem respeito. Já faz muito tempo que está em curso um processo de "desconstrução" do presidente Lula da Silva, que se iniciou com o chamado Mensalão e avança até os dias de hoje.
Na verdade, imprensa vem fazendo denúncias sobre corrupção envolvendo a direção do Partido dos Trabalhadores há alguns anos, tomando o lugar da oposição. Encontra partida, a popularidade do Presidente só aumenta junto à população mais pobre. Daí fica a impressão de que a imprensa se orienta por premissas pré-existentes, mais do que pelos fatos. Enfim, fica a impressão é que o fato de as notícias sobre corrupção no governo não serem suficientes para demolir a reputação do presidente é sintoma de que estamos todos mergulhados em absoluto cinismo.
IGOR GIELOW
A transparência dos brucutus
BRASÍLIA - Tem a cara do governo Lula a nova diretiva de comunicação da Petrobras em tempos de guerra, aliás, CPI. A empresa inaugurou um blog no qual faz comentários, digamos assim, editoriais sobre reportagens que lhe dizem respeito. Mas não é só isso.
Questionamentos de jornalistas são publicados com as respostas que o Oráculo de Macaé achar adequadas. A Petrobras alega que isso é uma inovadora política de transparência de informações públicas.
Cascata. O objetivo é tentar esvaziar a bola das denúncias que inevitavelmente chegarão a seu balcão, contrainformação pura. Há uma quebra de contrato ao divulgar as informações de que os jornalistas dispõem, não raramente peças de quebra-cabeça ainda em formação.
Pior, se publicadas apressadamente, erros podem ser cometidos. O blog alega ridiculamente que não divulga mensagens dos jornalistas, mas "apenas" seu conteúdo. Ah, tá.
Com isso, a Petrobras acha que vai desestimular as apurações -isso para não falar em ética jogada ao ralo. Além de brucutu, a teoria é burra: tudo o que a empresa ganhará em troca será mais ânimo investigativo da imprensa, além da já mencionada chance de ser vítima de erros.
A leitura (http://petrobrasfatosedados.wordpress.com) é reveladora. Abundam comentários laudatórios -deve ser a tal transparência em ação. A imprensa é pintada como o diabo, como de resto crê mesmo o governo. Isso é um daqueles ranços que não tem "Carta ao Povo Brasileiro" que apague do coração dos petistas que aparelharam a empresa e o Planalto.
O dirigismo é primário. Notas do "Painel" desta Folha sobre a estratégia da empresa para a CPI são criticadas; informações da mesma seção sobre o que os tucanos estão aprontando são destacadas. Alguém no Oráculo, ou na Secretaria de Comunicação Social, deve considerar isso exemplo de isenção.
sábado, 30 de maio de 2009
Tarifas de pedágios Serão reajustadas acima de 3,6%
SÃO PAULO - As tarifas de pedágio nas estradas paulistas ficarão mais caras a partir de 1º de julho. Serão aumentos com base em dois índices. Nos contratos feitos em 1998, o reajuste é calculado pelo IGP-M/FGV e ficará em torno de 3,6397%, acumulado entre junho de 2008 e maio de 2009, que ainda não está fechado. Já nos contratos com as empresas que administram o Rodoanel e os cinco lotes leiloados neste ano - D.Pedro I, Raposo Tavares norte, Marechal Rondon oeste e leste, Ayrton Senna/Carvalho Pinto - será empregado o IPCA/IBGE, que no mesmo período acumulou 4,7065%.
De acordo com a Agência Reguladora de Serviços Públicos de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), os reajustes são previstos em contrato e são automáticos. O aumento é aplicado sobre a tarifa quilométrica dos pedágios, base tarifária igual para todas as rodovias concedidas do Estado, exceto o Rodoanel. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
De acordo com a Agência Reguladora de Serviços Públicos de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), os reajustes são previstos em contrato e são automáticos. O aumento é aplicado sobre a tarifa quilométrica dos pedágios, base tarifária igual para todas as rodovias concedidas do Estado, exceto o Rodoanel. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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