Folha.com - Cotidiano - Em SP, 26 PMs são investigados por roubar caixas eletrônicos - 29/05/2011
A maior parte dos quase 70 furtos e roubos a caixas eletrônicos neste ano no Estado de São Paulo é investigada pelo Deic (Departamento de Investigações Sobre o Crime Organizado), da Polícia Civil, como cometida por uma quadrilha formada por 26 policiais militares, grande parte deles em atividade na PM.
PMs são presos tentando roubar caixa eletrônico em SP
Por SMS, polícia acha terceiro suspeito de roubo a banco em SP
Na madrugada de sábado, dois PMs foram presos em flagrante pelo GOE (Grupo de Operações Especiais), da Polícia Civil, dentro da agência do Banco do Brasil, no Jabaquara (zona sul de São Paulo). Eles tinham explosivos para arrombar os caixas.
Um terceiro PM, que estava fardado e é investigado sob suspeita de dar cobertura aos dois, também foi preso. Esse PM dava, segundo o GOE, informações sobre a movimentação dos carros da própria Polícia Militar na área do banco invadido.
Além dos 26 PMs, outras 15 pessoas também são investigadas pelo Deic como responsáveis pelos roubos e furtos de caixas eletrônicos.
Na última semana, a Justiça determinou a prisão de quatro desses 26 PMs investigados. Um ex-PM que está fora do Estado de São Paulo atualmente é considerado o chefe da quadrilha.
Do início do mês até a última quarta-feira, a Folha levantou 16 casos de roubos e furtos a caixas eletrônicos só na Grande São Paulo. A onda de arrombamentos, que são feitos com o uso de maçaricos ou explosivos, tem levado comerciantes a desativar seus terminais.
domingo, 29 de maio de 2011
sexta-feira, 20 de maio de 2011
Justiça proíbe a realização da marcha da maconha em SP - O Globo
Justiça proíbe a realização da marcha da maconha em SP - O Globo
SÃO PAULO - A 2ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo proibiu, por meio de liminar em mandado de segurança, a realização da Marcha da Maconha em São Paulo. O Ministério Público entrou com pedido de liminar contra a decisão anterior que autorizava algumas pessoas a participarem do evento, que estava previsto para acontecer neste sábado, às 14 horas, no vão livre do Masp, na avenida Paulista.
De acordo com a decisão do relator do processo, desembargador Teodomiro Mendez, "o evento que se quer coibir não trata de um debate de ideias, apenas, mas de uma manifestação de uso público coletivo de maconha, presentes indícios de práticas delitivas no ato questionado, especialmente porque, por fim, favorecem a fomentação do tráfico ilícito de drogas (crime equiparado aos hediondos). É necessário considerar o horário e local de sua realização, logradouro público e turístico, para onde podem convergir indistintamente crianças e adolescentes, o que denota imperativa a concessão da medida cautelar, para que, de pronto, sejam despendidos esforços por partes das autoridades constituídas no sentido de impedir a realização do evento e evitar possíveis danos à coletividade".
A Justiça determinou, ainda, que "sejam oficiados, com a máxima urgência a Secretaria de Segurança Pública, as autoridades responsáveis pela Polícia Civil, Polícia Militar, Guarda Civil Metropolitana e Companhia de Engenharia e Tráfego, para que adotem as medidas legais necessárias para coibir a manifestação".
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/cidades/mat/2011/05/20/justica-proibe-realizacao-da-marcha-da-maconha-em-sp-924504458.asp#ixzz1MwKdCKvg
© 1996 - 2011. Todos os direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A.
SÃO PAULO - A 2ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo proibiu, por meio de liminar em mandado de segurança, a realização da Marcha da Maconha em São Paulo. O Ministério Público entrou com pedido de liminar contra a decisão anterior que autorizava algumas pessoas a participarem do evento, que estava previsto para acontecer neste sábado, às 14 horas, no vão livre do Masp, na avenida Paulista.
De acordo com a decisão do relator do processo, desembargador Teodomiro Mendez, "o evento que se quer coibir não trata de um debate de ideias, apenas, mas de uma manifestação de uso público coletivo de maconha, presentes indícios de práticas delitivas no ato questionado, especialmente porque, por fim, favorecem a fomentação do tráfico ilícito de drogas (crime equiparado aos hediondos). É necessário considerar o horário e local de sua realização, logradouro público e turístico, para onde podem convergir indistintamente crianças e adolescentes, o que denota imperativa a concessão da medida cautelar, para que, de pronto, sejam despendidos esforços por partes das autoridades constituídas no sentido de impedir a realização do evento e evitar possíveis danos à coletividade".
A Justiça determinou, ainda, que "sejam oficiados, com a máxima urgência a Secretaria de Segurança Pública, as autoridades responsáveis pela Polícia Civil, Polícia Militar, Guarda Civil Metropolitana e Companhia de Engenharia e Tráfego, para que adotem as medidas legais necessárias para coibir a manifestação".
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/cidades/mat/2011/05/20/justica-proibe-realizacao-da-marcha-da-maconha-em-sp-924504458.asp#ixzz1MwKdCKvg
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terça-feira, 17 de maio de 2011
Jovens de classe média alta são presos por furtos em São Paulo - São Paulo - iG
Jovens de classe média alta são presos por furtos em São Paulo - São Paulo - iG
Ações em Franca teriam rendido mais de R$ 1 milhão em joias, relógios e aparelhos eletroeletrônicos. Dois jovens estão foragidos
Cinco jovens de classe média alta, de entre 19 e 25 anos, filhos de empresários, comerciantes e pessoas influentes de Franca, na região de Ribeirão Preto (SP), são investigados pela Polícia Civil por praticar furtos em casas de bairros nobres. Os integrantes da quadrilha conheciam garotas e rapazes e faziam amizades em bares e festas e esperavam a ausência dos familiares para cometer os crimes.
Três dos jovens estão presos no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Franca e dois são considerados foragidos, com mandados de prisões expedidos pela Justiça. Advogadas de três deles recorrem da decisão judicial.
A maior ação ocorreu no feriado da Páscoa, em abril, quando entre 12 e 15 residências foram furtadas. As ações teriam rendido mais de R$ 1 milhão em joias, relógios e aparelhos eletroeletrônicos, entre outros.
A quadrilha foi investigada durante quase um ano, após denúncia, segundo o investigador Paulo Resende, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG). O delegado Márcio Murari reuniu provas, como cheques falsificados, contra os rapazes, que também usavam cartões de crédito furtados para fazer compras. Murari abriu 12 inquéritos para investigar os cinco suspeitos. O grupo, que usava os contatos e informações pessoais para planejar os crimes, também é suspeita de tráfico de drogas.
Leonardo Engler Pugliesi, de 19 anos, foi preso em sua residência há duas semanas. Ele seria, segundo a polícia, o responsável por um apartamento alugado em bairro universitário onde eram guardados os produtos furtados. No apartamento foram encontrados 3 quilos de maconha, porções de cocaína, balança de precisão, um revólver calibre 32 e objetos furtados de pelo menos 12 pessoas, que reconheceram seus pertences.
Resende acredita que os objetos recuperados somam apenas cerca de R$ 200 mil. "O restante pode ter sido vendido ou trocado por entorpecentes", comenta. Nem os familiares de namoradas do bando escaparam dos furtos.
Após a prisão de Pugliesi, Rafael Rodrigues Rossin, de 20 anos, e João Paulo Limírio, de 25, foram presos com um Vectra furtado. Tiago Engler Pugliesi, de 24 anos, irmão de Leonardo, e Guilherme Rodrigues Alves, de 21, estão foragidos.
A advogada de Leonardo, Ana Maria de Lima, espera a Justiça avaliar o pedido de relaxamento da prisão de seu cliente, que afirma ser inocente e que foi detido em sua casa, não no apartamento alugado, e sem objetos furtados.
Solange Secchi, que defende Tiago, alega inocência dele e espera revogar a prisão preventiva na Justiça local. Caso isso não ocorra, ela entrará com pedido de habeas corpus no Tribunal de Justiça (TJ), em São Paulo. A advogada não cogita a apresentação de seu cliente à polícia. Os advogados dos outros rapazes investigados não foram localizados pela reportagem.
Ações em Franca teriam rendido mais de R$ 1 milhão em joias, relógios e aparelhos eletroeletrônicos. Dois jovens estão foragidos
Cinco jovens de classe média alta, de entre 19 e 25 anos, filhos de empresários, comerciantes e pessoas influentes de Franca, na região de Ribeirão Preto (SP), são investigados pela Polícia Civil por praticar furtos em casas de bairros nobres. Os integrantes da quadrilha conheciam garotas e rapazes e faziam amizades em bares e festas e esperavam a ausência dos familiares para cometer os crimes.
Três dos jovens estão presos no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Franca e dois são considerados foragidos, com mandados de prisões expedidos pela Justiça. Advogadas de três deles recorrem da decisão judicial.
A maior ação ocorreu no feriado da Páscoa, em abril, quando entre 12 e 15 residências foram furtadas. As ações teriam rendido mais de R$ 1 milhão em joias, relógios e aparelhos eletroeletrônicos, entre outros.
A quadrilha foi investigada durante quase um ano, após denúncia, segundo o investigador Paulo Resende, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG). O delegado Márcio Murari reuniu provas, como cheques falsificados, contra os rapazes, que também usavam cartões de crédito furtados para fazer compras. Murari abriu 12 inquéritos para investigar os cinco suspeitos. O grupo, que usava os contatos e informações pessoais para planejar os crimes, também é suspeita de tráfico de drogas.
Leonardo Engler Pugliesi, de 19 anos, foi preso em sua residência há duas semanas. Ele seria, segundo a polícia, o responsável por um apartamento alugado em bairro universitário onde eram guardados os produtos furtados. No apartamento foram encontrados 3 quilos de maconha, porções de cocaína, balança de precisão, um revólver calibre 32 e objetos furtados de pelo menos 12 pessoas, que reconheceram seus pertences.
Resende acredita que os objetos recuperados somam apenas cerca de R$ 200 mil. "O restante pode ter sido vendido ou trocado por entorpecentes", comenta. Nem os familiares de namoradas do bando escaparam dos furtos.
Após a prisão de Pugliesi, Rafael Rodrigues Rossin, de 20 anos, e João Paulo Limírio, de 25, foram presos com um Vectra furtado. Tiago Engler Pugliesi, de 24 anos, irmão de Leonardo, e Guilherme Rodrigues Alves, de 21, estão foragidos.
A advogada de Leonardo, Ana Maria de Lima, espera a Justiça avaliar o pedido de relaxamento da prisão de seu cliente, que afirma ser inocente e que foi detido em sua casa, não no apartamento alugado, e sem objetos furtados.
Solange Secchi, que defende Tiago, alega inocência dele e espera revogar a prisão preventiva na Justiça local. Caso isso não ocorra, ela entrará com pedido de habeas corpus no Tribunal de Justiça (TJ), em São Paulo. A advogada não cogita a apresentação de seu cliente à polícia. Os advogados dos outros rapazes investigados não foram localizados pela reportagem.
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
No WikiLeaks: Roseana Sarney fez operações secretas em paraísos fiscais, diz executivo suíço
Do jornal o Globo
BRASÍLIA - Documentos em poder do executivo suíço Rudolf Elmer mostram que a governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), e o marido dela, Jorge Murad, fizeram operações secretas no banco Julius Baer, nas Ilhas do Canal e Ilhas Virgens, dois dos mais conhecidos paraísos fiscais. Na última segunda-feira, Elmer entregou parte dos papéis, uma lista com nomes de dois mil empresários e políticos acusados de movimentação de dinheiro de origem suspeita, ao fundador do site WikiLeaks, Julian Assange. Para Elmer, essa seria uma forma de combater a sonegação, a corrupção e a lavagem de dinheiro em âmbito internacional. Ele foi preso na última quarta-feira sob acusação de quebra de sigilo bancário.
Na relação, obtida pelo GLOBO antes de o material ser encaminhado ao WikiLeaks, constam ainda os nomes de outros brasileiros e de empresários e políticos de outros países. Numa entrevista em Londres, logo depois de receber a lista de Elmer, Assange disse que iria repassar o material para o "Financial Times" e para a "Bloomberg".
Roseana e Murad: emissários de depósito de US$ 10 mil
Os nomes de Roseana e Jorge Murad aparecem associados à Coronado Trust-JBTC, que seria administrada pelo também brasileiro Joseph Brafman. Na lista de Rudolf, Roseana e Murad aparecem como emissários de um depósito de US$ 10 mil.
A transação foi feita numa operação triangular com a Totar Business Corporation, empresa aberta nas Ilhas Virgens para gerenciar a Coronado Trust e, com isso, dificultar ainda mais a identificação dos verdadeiros donos do negócio.
O repasse foi registrado em 27 de setembro de 1993. Roseana e Murad fundaram a Coronado Trust em 1993 e a mantiveram aberta até 1999. Trust é uma espécie de contrato que dá ao titular poderes para fazer movimentações financeiras e patrimoniais em nome de terceiros.
Entre os brasileiros da lista de Elmer estão ainda Luiz Fernando da Cruz Secco e Sônia Silva da Cruz Secco, destinatários de US$ 900 mil. Os dois são do Rio de Janeiro. Aparece também o nome da Fabus Foundation, cujo contato é José Diniz de Souza, também beneficiário de US$ 900 mil. Pelos documentos, a Foundation tem sede em Campinas. Na lista constam ainda nomes de americanos, ingleses, alemães, espanhóis, árabes, chineses, canadenses, argentinos, gregos, irlandeses, libaneses, mexicanos, malteses, peruanos e suíços, entre outros.
Rudolf Elmer tem dito que decidiu vazar os documentos para coibir a sonegação, a lavagem e a corrupção que, para ele, seriam acobertadas em parte por regras do sistema financeiro que opera em paraísos fiscais. Ele trabalhou na sede do banco, na Suíça, e depois chefiou as operações da instituição nas Ilhas Cayman. Num determinado momento, entrou em choque com a empresa e decidiu vazar um dos segredos mais cobiçados: a movimentação de dinheiro de quem tenta pagar menos impostos, esconder patrimônio ou simplesmente escapar de investigações fiscais ou criminais.
Trust teria sido mantida sem movimentação
Procurados pelo GLOBO, Roseana e Jorge Murad confirmaram a existência da Coronado Trust. Segundo o advogado da governadora, Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, Murad decidiu abrir a Trust no início da década de 90 para proteger o patrimônio. Naquele período, ele teve uma filha numa relação fora do casamento. O advogado disse, no entanto, que a Trust não recebeu ou repassou dinheiro a partir do Julius Baer. Ela teria sido mantida por seis anos sem qualquer movimentação.
- O depósito (que aparece no arquivo de Elmer) foi apenas para custear as despesas da própria Trust - disse Kakay.
Em dezembro do ano passado, Kakay se reuniu com dirigentes do banco Julius Baer na Suíça e obteve uma declaração de que a Coronado não recebeu recursos da Totar. O GLOBO tentou, sem sucesso, localizar Joseph Brafman. O advogado enviou nesta quarta-feira uma mensagem aos defensores de Assange alertando para o risco de divulgação de informações equivocadas sobre Roseana Sarney.
BRASÍLIA - Documentos em poder do executivo suíço Rudolf Elmer mostram que a governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), e o marido dela, Jorge Murad, fizeram operações secretas no banco Julius Baer, nas Ilhas do Canal e Ilhas Virgens, dois dos mais conhecidos paraísos fiscais. Na última segunda-feira, Elmer entregou parte dos papéis, uma lista com nomes de dois mil empresários e políticos acusados de movimentação de dinheiro de origem suspeita, ao fundador do site WikiLeaks, Julian Assange. Para Elmer, essa seria uma forma de combater a sonegação, a corrupção e a lavagem de dinheiro em âmbito internacional. Ele foi preso na última quarta-feira sob acusação de quebra de sigilo bancário.
Na relação, obtida pelo GLOBO antes de o material ser encaminhado ao WikiLeaks, constam ainda os nomes de outros brasileiros e de empresários e políticos de outros países. Numa entrevista em Londres, logo depois de receber a lista de Elmer, Assange disse que iria repassar o material para o "Financial Times" e para a "Bloomberg".
Roseana e Murad: emissários de depósito de US$ 10 mil
Os nomes de Roseana e Jorge Murad aparecem associados à Coronado Trust-JBTC, que seria administrada pelo também brasileiro Joseph Brafman. Na lista de Rudolf, Roseana e Murad aparecem como emissários de um depósito de US$ 10 mil.
A transação foi feita numa operação triangular com a Totar Business Corporation, empresa aberta nas Ilhas Virgens para gerenciar a Coronado Trust e, com isso, dificultar ainda mais a identificação dos verdadeiros donos do negócio.
O repasse foi registrado em 27 de setembro de 1993. Roseana e Murad fundaram a Coronado Trust em 1993 e a mantiveram aberta até 1999. Trust é uma espécie de contrato que dá ao titular poderes para fazer movimentações financeiras e patrimoniais em nome de terceiros.
Entre os brasileiros da lista de Elmer estão ainda Luiz Fernando da Cruz Secco e Sônia Silva da Cruz Secco, destinatários de US$ 900 mil. Os dois são do Rio de Janeiro. Aparece também o nome da Fabus Foundation, cujo contato é José Diniz de Souza, também beneficiário de US$ 900 mil. Pelos documentos, a Foundation tem sede em Campinas. Na lista constam ainda nomes de americanos, ingleses, alemães, espanhóis, árabes, chineses, canadenses, argentinos, gregos, irlandeses, libaneses, mexicanos, malteses, peruanos e suíços, entre outros.
Rudolf Elmer tem dito que decidiu vazar os documentos para coibir a sonegação, a lavagem e a corrupção que, para ele, seriam acobertadas em parte por regras do sistema financeiro que opera em paraísos fiscais. Ele trabalhou na sede do banco, na Suíça, e depois chefiou as operações da instituição nas Ilhas Cayman. Num determinado momento, entrou em choque com a empresa e decidiu vazar um dos segredos mais cobiçados: a movimentação de dinheiro de quem tenta pagar menos impostos, esconder patrimônio ou simplesmente escapar de investigações fiscais ou criminais.
Trust teria sido mantida sem movimentação
Procurados pelo GLOBO, Roseana e Jorge Murad confirmaram a existência da Coronado Trust. Segundo o advogado da governadora, Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, Murad decidiu abrir a Trust no início da década de 90 para proteger o patrimônio. Naquele período, ele teve uma filha numa relação fora do casamento. O advogado disse, no entanto, que a Trust não recebeu ou repassou dinheiro a partir do Julius Baer. Ela teria sido mantida por seis anos sem qualquer movimentação.
- O depósito (que aparece no arquivo de Elmer) foi apenas para custear as despesas da própria Trust - disse Kakay.
Em dezembro do ano passado, Kakay se reuniu com dirigentes do banco Julius Baer na Suíça e obteve uma declaração de que a Coronado não recebeu recursos da Totar. O GLOBO tentou, sem sucesso, localizar Joseph Brafman. O advogado enviou nesta quarta-feira uma mensagem aos defensores de Assange alertando para o risco de divulgação de informações equivocadas sobre Roseana Sarney.
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Jornalismo do PIG SURTOUUUUUU
Veja essa machete:
Exclusivo: PT paulista infiltrou dois espiões na campanha de Dilma, diz jornalista
Essa manchete do Site do Estadão é de morre de Rir. HÁ,HÁ,HÁ, HÁ definitivamente os jornalistas do PIG estão surtando. É obvio que todos nos (PETISTA) ESTAMOS INFILTRADO. Já estamos infiltrados na GLOBO/VEJA/FOLHA/ESTADÃO até no congresso Americano, Sabe da Ultima?(copiando o ESTADÃO) EXCLUSIVO: "Serra é um petista infiltrado"
Leandro Colon - O Estado de S.Paulo
O jornalista Amaury Ribeiro Jr. disse na última segunda-feira, 25, em seu depoimento à Polícia Federal, que o petista Rui Falcão, coordenador da campanha de Dilma Rousseff (PT), infiltrou dois espiões no comitê eleitoral em Brasília. Segundo ele, essas duas pessoas foram apresentadas por Falcão como "voluntários" e militantes do PT paulista. O jornalista afirmou aos policiais que acreditava ser esse "grupo do PT Paulista" - segundo palavras dele - a origem dos vazamentos de informações sigilosas da coordenação de comunicação entre abril e maio deste ano. Seriam os "infiltrados", segundo palavras dele à PF.
O Estado teve acesso ao depoimento prestado ontem pelo jornalista. No último dia 15, Amaury já havia dito aos policiais que Rui Falcão furtou seu dossiê com informações sobre a privatização no governo do PSDB. Agora, ele - indiciado ontem por encomendar os dados fiscais dos tucanos - reafirmou o que dissera antes e acrescentou a existência de duas pessoas, cujos nomes não foram revelados à polícia. "Tendo sido os mesmos os responsáveis pelo acompanhamento do que se passava na referida casa", disse Amaury, citando a casa do Lago Sul onde funcionava a coordenação de comunicação da campanha.
No centro da disputa interna estava o dinheiro repassado a empresas de comunicação que atuavam na campanha - Rui Falcão estaria trabalhando por um grupo de São Paulo, contrário à contratação do jornalista Luiz Lanzetta, que deixou a função em junho, depois da revelação do escândalo dos sigilos fiscais. Em abril deste ano, o jornalista Luiz Lanzetta convidou Amaury para fazer parte do grupo de inteligência petista. O objetivo era conseguir o material que o jornalista havia preparado nos últimos anos contra os tucanos. Parte dos dados fiscais dos integrantes do PSDB foi parar num dossiê que circulou pelas mãos de integrantes da campanha de Dilma.
Ontem, Amaury ficou calado quando a PF perguntou sobre quem pagou as despesas de viagem e hospedagem durante a violação dos sigilos dos tucanos. A investigação mostra que o jornalista encomendou as declarações de renda - protegidas por lei - do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge, da filha e do genro do presidenciável José Serra. Indagado ontem, Amaury também não quis responder se agiu em nome do jornal Estado de Minas quando buscou em São Paulo os dados dos tucanos, entre 29 de setembro e 8 de outubro do ano passado. Naquele período, Amaury estava formalmente em férias.
Ontem, na PF, ele usou o direito de permanecer em silêncio sobre esse assunto. Ele reafirmou que as investigações começaram depois de ser informado que um grupo ligado ao deputado federal Marcelo Itagiba (PSDB-RJ) estaria seguindo o ex-governador Aécio Neves. Amaury diz ter recebido a informação de que 300 dossiês contra pessoas do PMDB foram feitas por esse grupo para impedir que esses políticos apoiassem a candidatura de Dilma Rousseff.
Exclusivo: PT paulista infiltrou dois espiões na campanha de Dilma, diz jornalista
Essa manchete do Site do Estadão é de morre de Rir. HÁ,HÁ,HÁ, HÁ definitivamente os jornalistas do PIG estão surtando. É obvio que todos nos (PETISTA) ESTAMOS INFILTRADO. Já estamos infiltrados na GLOBO/VEJA/FOLHA/ESTADÃO até no congresso Americano, Sabe da Ultima?(copiando o ESTADÃO) EXCLUSIVO: "Serra é um petista infiltrado"
Leandro Colon - O Estado de S.Paulo
O jornalista Amaury Ribeiro Jr. disse na última segunda-feira, 25, em seu depoimento à Polícia Federal, que o petista Rui Falcão, coordenador da campanha de Dilma Rousseff (PT), infiltrou dois espiões no comitê eleitoral em Brasília. Segundo ele, essas duas pessoas foram apresentadas por Falcão como "voluntários" e militantes do PT paulista. O jornalista afirmou aos policiais que acreditava ser esse "grupo do PT Paulista" - segundo palavras dele - a origem dos vazamentos de informações sigilosas da coordenação de comunicação entre abril e maio deste ano. Seriam os "infiltrados", segundo palavras dele à PF.
O Estado teve acesso ao depoimento prestado ontem pelo jornalista. No último dia 15, Amaury já havia dito aos policiais que Rui Falcão furtou seu dossiê com informações sobre a privatização no governo do PSDB. Agora, ele - indiciado ontem por encomendar os dados fiscais dos tucanos - reafirmou o que dissera antes e acrescentou a existência de duas pessoas, cujos nomes não foram revelados à polícia. "Tendo sido os mesmos os responsáveis pelo acompanhamento do que se passava na referida casa", disse Amaury, citando a casa do Lago Sul onde funcionava a coordenação de comunicação da campanha.
No centro da disputa interna estava o dinheiro repassado a empresas de comunicação que atuavam na campanha - Rui Falcão estaria trabalhando por um grupo de São Paulo, contrário à contratação do jornalista Luiz Lanzetta, que deixou a função em junho, depois da revelação do escândalo dos sigilos fiscais. Em abril deste ano, o jornalista Luiz Lanzetta convidou Amaury para fazer parte do grupo de inteligência petista. O objetivo era conseguir o material que o jornalista havia preparado nos últimos anos contra os tucanos. Parte dos dados fiscais dos integrantes do PSDB foi parar num dossiê que circulou pelas mãos de integrantes da campanha de Dilma.
Ontem, Amaury ficou calado quando a PF perguntou sobre quem pagou as despesas de viagem e hospedagem durante a violação dos sigilos dos tucanos. A investigação mostra que o jornalista encomendou as declarações de renda - protegidas por lei - do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge, da filha e do genro do presidenciável José Serra. Indagado ontem, Amaury também não quis responder se agiu em nome do jornal Estado de Minas quando buscou em São Paulo os dados dos tucanos, entre 29 de setembro e 8 de outubro do ano passado. Naquele período, Amaury estava formalmente em férias.
Ontem, na PF, ele usou o direito de permanecer em silêncio sobre esse assunto. Ele reafirmou que as investigações começaram depois de ser informado que um grupo ligado ao deputado federal Marcelo Itagiba (PSDB-RJ) estaria seguindo o ex-governador Aécio Neves. Amaury diz ter recebido a informação de que 300 dossiês contra pessoas do PMDB foram feitas por esse grupo para impedir que esses políticos apoiassem a candidatura de Dilma Rousseff.
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Desfaçatez Tucanalha da Mídia pró Serra
Estadão vem corroborar com as declarações do presidente Lula, de que a mídia no Brasil age como partido político. Pois a Mídia não é somente tucana, mas, também age com desfaçatez canalha, pois manipula distorcem as informações. Se alguém tem ilusão de ser bem informado contando com o noticiário da velha mídia, vai passar a vida toda acreditando em duendes e fantasmas. É preciso, portanto se desconectar da Matrix, isto é se desplugar do poder midiático.
Aqui vai um exemplo clássico: a divulgação do inquérito da Polícia Federal sobre a quebra de sigilo dos tucanos.
Jornalista do jornal “Estado de Minas” teria confessado violação de sigilo de tucanos
Vannildo Mendes, de O Estado de S.Paulo
“A investigação da Polícia Federal aponta que o jornalista Amaury Ribeiro Jr. encomendou a quebra dos sigilos fiscais do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge, da filha de José Serra, Verônica, do genro dele, Alexandre Bourgeois, e de outros tucanos entre setembro e outubro de 2009. De acordo com a PF, na época, o jornalista trabalhava no jornal Estado de Minas, que teria custeado as viagens dele a São Paulo para buscar os documentos.
(…)
Em depoimento que durou 13 horas na semana passada, Amaury confirmou que pagou R$ 12 mil ao despachante Dirceu Rodrigues Garcia, que trabalha em São Paulo. Mas não contou de onde saiu o dinheiro. Amaury disse à PF que decidiu fazer a investigação depois de descobrir que o deputado Marcelo Itagiba (PSDB-RJ) estaria comandando um grupo de espionagem a serviço de José Serra para devassar a vida do ex-governador Aécio Neves. Ele afirmou que deixou o jornal no final de 2009, mas deixou um relatório completo de toda a apuração, levando uma cópia consigo para futura publicação de um livro. Na sua versão, a inteligência do PT teria tomado conhecimento do conteúdo de sua investigação e o convidou para trabalhar na equipe de campanha de Dilma.
(…)
No ano passado, encomenda de Amaury foi repassada pelo despachante Dirceu Rodrigues Garcia ao office-boy Ademir Cabral, que pediu ajuda do contador Antonio Carlos Atella. Este último usou uma procuração falsa para violar os sigilos fiscais de Verônica Serra e seu marido, Alexandre Bourgeois, numa agência da Receita Federal em Santo André. Por conta da confissão, Amaury pode ser indiciado por corrupção ativa e co-autoria da violação do sigilo fiscal”.
O texto acima é parte de um artigo vergonhoso e manipulador que leva como título “Jornalista ligado à campanha de Dilma confessa violação de sigilo de tucanos”, publicado pela Agência Estado (ver aqui). Retirei do texto todas as tentativas manipuladoras visando a ocultar os fatos, deixando assim esclarecido com as próprias informações publicadas na matéria, o caso da quebra do sigilo. O título e o artigo da Agência Estado, distorcem as informações. O jornal O Estado SP assumiu publicamente apoiar a candidatura de José Serra. O artigo confunde o leitor fazendo que ele não perceba que a quebra do sigilo fiscal teria sido encomendada pelo jornalista, empregado pelo jornal O Estado de Minas. Foi como jornalista deste veículo, pago com dinheiro desse órgão de imprensa que a quebra do sigilo teria sido organizada.
O jornal Estado de Minas não tem qualquer ligação com o PT e segundo a maiorias dos analistas, guarda estreita relação como o governador tucano Aécio Neves. Os fatos teriam acontecido em outubro de 2009, época na qual não existia campanha de Dilma, nem comitê de campanha e nem mesmo candidatura petista. Mas o período coincide com o acirramento da disputa entre Aécio e Serra pela indicação do PSDB para a eleição presidencial. Percebe-se assim qual é o objetivo do título escolhido pelo Estadão, em contradição com as informações veiculadas pela própria matéria. LF
domingo, 10 de outubro de 2010
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